Os 10 Mandamentos de Deus

Os 10 Mandamentos

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Os 10 Mandamentos de Deus – Por que a Lei existe? Qual o seu propósito?

A necessidade de estudar os dez mandamentos e falar de sua validade para hoje, está no fato que eles sintetizam em si toda a lei moral de Deus, que é um conjunto de princípios, valores, preceitos e ensinos divinos, encontrados em todas as páginas da Bíblia e em cada palavra de Jesus Cristo e estabelece o padrão ético de conduta para todo ser humano, em todo lugar e tempo.

Esta lei moral revela o caráter de Deus e é uma declaração de sua vontade para todos os homens com relação ao caráter e comportamento deles. Embora seja encontrada em toda a Escritura, essa lei foi didaticamente condensada por Deus e pode ser compreendida por nós no “decálogo”, ou seja, nos “dez mandamentos”, que foram entregues por Deus a Moisés, no Monte Sinai (Ex 20:1-17; Dt 4:13; 5:6-21).

Apesar de sua seriedade, os Dez Mandamentos são um dos temas mais mal compreendidos na atualidade. Há, em nossos dias, por parte de alguns, até uma atitude de desprezo quanto a eles, no que diz respeito à vigência e à aplicação contemporâneas. Portanto, é necessário resgatar o significado e a importância deles. O decálogo espelha o próprio legislador.

Amar a lei é amar o próprio Deus.

Precisamos resgatar a afeição do salmista que disse: Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! (Sl 119:97).

É preciso dizer também que o decálogo se apresenta para nós, na Bíblia, como um código de preceitos especial, que se destaca de todos os demais. Ele é realmente diferenciado. Os dez mandamentos além de serem proferidos pela boca divina (Ex 20:1; Dt 5:4), foram gravados pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra (Ex 31:18; Dt 5:22). Pedra é um símbolo de eternidade. A maneira em que foram escritos é um claro indicativo que, diferente de outras leis, eles são preceitos eternos, que sempre estarão em pleno vigor.

É igualmente impressionante o fato que eles tenham sido escritos em duas tábuas de pedra, indicando duas seções da lei. Os quatro primeiros mandamentos, que estão na primeira tábua de pedra, referem-se ao amor a Deus e orientam o relacionamento entre o ser humano e Deus. Os seis últimos fazem parte da outra tábua e consistem em regras ligadas ao amor ao próximo e que regem a relação dos seres humanos entre si. [1]

Não é sem razão que Jesus e Paulo dizem que a essência da lei é o amor (Mt 22:37-40; Rm 13:10).

A Bíblia nos diz que a abrangência desta lei é universal, porque isto é o dever de todo homem (Ec 12:13), e que sua vigência é eterna, pois a cruz do Calvário não a anulou (Mt 5:17; Lc 16:17). Tudo isso aponta o seu grande valor, contudo, é entendendo o conteúdo e refletindo sobre a prática dela na vida, que descobrimos, de fato, o quanto é preciosa a lei do Senhor. Ela é perfeita (Sl 19:7) e sua perfeição está no fato de que ela revela o caráter santo e o amor perfeito do Criador. Ela é como um mapa que aponta o caminho e como uma bússola que mostra a direção que devemos seguir.

Ao analisar os mandamentos da lei do Senhor, o salmista fez a seguinte declaração: Percebi que aqui na terra não existe coisa alguma absolutamente perfeita. Somente as tuas regras para o comportamento do homem são totalmente justas e perfeitas (Sl 119:96 – BV). Ele está dizendo que toda perfeição tem seu limite, mas os mandamentos do Senhor são ilimitados e se dilatam sem fim.

Reflita sobre isso: se por um lado, toda a lei moral se condensa nos dez mandamentos, por outro lado, cada um destes mandamentos tem um conteúdo profundíssimo, que se desdobra em outros preceitos, ensinos e práticas. Cada mandamento se expande na Bíblia em diversas implicações para a vida, tanto do indivíduo como da sociedade.

Sendo assim, diante de tudo que foi exposto, a proposta desta série de Lições Bíblicas é estudarmos individualmente cada um dos dez mandamentos, de forma detalhada, buscando explicar os princípios espirituais por detrás de cada preceito, verificando a vigência e a aplicação no Novo Testamento, principalmente, nos ensinos de Jesus e dos apóstolos. Cremos que conhecer a lei de Deus é também conhecer o próprio Deus e sua vontade.

Contudo, antes, é preciso lembrar que em 1 Timóteo 1:8, Paulo nos ensina que a lei só é boa e proveitosa quando alguém a usa de maneira adequada. Mas, qual seria uma forma inadequada de usar a lei dos dez mandamentos? Usá-los como meio de salvação ou justificação, por exemplo.

A lei não salva ninguém, quem salva é Cristo. Obedecer a lei não é o que nos torna dignos diante de Deus. A salvação é sempre pela graça de Deus. Paulo afirma: Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Ef 2:8-9).

Guardamos a lei de Deus por gratidão e amor, porque “somos salvos” e não “para sermos salvos”.

Não somos salvos porque obedecemos à lei, mas a obedecemos porque Cristo já nos salvou por sua graça. Se “salvação” não é função da lei, então por que esta existe? Qual é o seu propósito? Ela existe para mostrar o pecado, apontar o Salvador, e guiar-nos na santificação.

Do ponto de vista cristão, a função principal dela é mostrar ao homem a “desesperança de sua situação. É como o termômetro para medir a febre: não cura doenças, mas auxilia os doentes a perceberem que estão doentes e necessitam de um médico”. [2]

Quando nos deparamos com o padrão altíssimo de santidade revelado a nós nos dez mandamentos, logo percebemos que somos incapazes, por nós mesmos, de obedecê-los plenamente. Realmente, eles nos mostram o quanto somos falhos pecadores e o quanto precisamos de Jesus Cristo.

A lei deve nos levar para perto da cruz, cientes da necessidade que temos do Salvador. Depois de sermos salvos por Cristo, a lei assume ainda mais uma função: O Espírito Santo irá usá-la em nosso processo de santificação, para moldar nosso caráter na semelhança de Jesus. Que neste trimestre, ao estudarmos os mandamentos, não percamos de vista esses objetivos da lei, para que possamos aplicá-la de maneira adequada.

Acesse: Lições Bíblicas

Pr. Alan Pereira Rocha
Diretor do Ministério de Ensino da Convenção Geral

Anotações:
1. Reifler (1992:97).
2. Forell (2005:64-65).

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