História em Piedade

História da IAP Piedade

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A Igreja Adventista da Promessa tem sua origem em 23 de janeiro de 1932, no Estado de Pernambuco. Resultado da ação sobrenatural do Espírito Santo ao responder a oração do Pastor João Augusto da Silveira, que após anos de insistente estudo, com orações e súplicas, foi agraciado por Deus com o dom de línguas estranhas conforme a promessa em Gálatas 3:14.

Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito. Gálatas 3:14

Por ter origem na vontade de Deus, o movimento foi crescendo e os grupos se multiplicando na região nordeste do país.

A trajetória da Igreja Adventista até o bairro de Piedade

A Igreja Adventista da Promessa tinha templos do nordeste ao sul do Brasil. Saindo do estado de Pernambuco em 1933, chegou a São Paulo e ao Estado do Paraná. Mas, até ao final dos anos 40 ainda não existia nenhuma congregação Adventista da Promessa na região sudeste do Brasil, em destaque, para a então capital do Brasil, o Rio de Janeiro.

Nesse tempo um jovem rapaz, inicia viagem de navio saindo de um porto no Estado da Bahia com destino ao Estado de São Paulo. Seu objetivo era chegar ao Porto de Santos e seguir viagem até a cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo.

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Pr Cassiano Domingos de Souza pregando no aniversário de 77 anos da Igreja Adventista da Promessa em 24 de janeiro de 2009

Deus tinha planos para o Rio e Janeiro

Pela vontade de Deus, a viagem deste jovem não termina em São Paulo. O navio em que viajava atracou no porto do Rio de Janeiro para reabastecer e deixar alguns passageiros, o jovem, de nome Edesio Dias Rocha, desembarcou junto com os outros no cais da Praça Mauá.

A pergunta que fica no ar é: O que o moveu à desembarcar? A resposta, para quem conhece Deus intimamente é simples: Deus estava trabalhando, e Edesio Dias Rocha foi Seu instrumento para plantar uma congregação Adventista da Promessa no Rio de Janeiro.

Edesio Dias Rocha
Edesio Dias Rocha

 

Edesio Dias Rocha foi morar no Bairro da Tijuca no Rio de Janeiro.

Edesio Dias Rocha foi morar na Tijuca, ele alugou um quarto na Rua Alzira Brandão, esquina com a Av Heitor Beltrão. O prédio pertencia a um antigo hospital que teve suas obras paralisadas durante muitos anos e que foi dividido em vários quartos.

Hoje a construção não existe. Por conta das obras de reurbanização do bairro e das obras do Metrô do Rio de Janeiro o prédio foi demolido e temos em seu lugar uma praça e um estacionamento.

Edesio congregava em uma congregação Adventista do Sétimo Dia, mas cria na doutrina promessista do batismo no Espírito Santo. O motivo da viagem foi justamente este, pois sua família em Araçatuba, São Paulo, conheceu a doutrina promessista e convenceu Edesio a viajar. De forma parecida, assim como o Pastor Augusto da Silveira, foi batizado no Espírito Santo.

Como poderia continuar frequentando os cultos agora que fora batizado no Espírito Santo? Por este motivo deixou de congregar naquela igreja Adventista do Sétimo Dia.

Edesio Dias Rocha escreve à Diretoria Geral em São Paulo.

Algum tempo se passou até que o Edesio, com ajuda de seus parentes em Araçatuba, escreveu uma carta endereçada à Diretoria Geral da Igreja Adventista da Promessa, explicando o que havia acontecido com ele. Junto a esta carta, um pedido para que enviassem um pastor para o Rio de Janeiro, porque ele passou a crer em nossa doutrina e conhecia todas as outras doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

A Diretoria Geral enviou o Pastor Junílio com a família para o Rio de Janeiro.

 

Pastor Junílio da Silveira e família
Pastor Junílio da Silveira e família

 

O pastor Junílio chegou ao Rio de Janeiro com a família na antiga rodoviária da Praça Mauá. Assim que chegou foi procurar o irmão Edesio no endereço que ele havia fornecido. O pastor Junílio da Silveira e sua família alugaram um quarto no mesmo prédio onde já residia Edesio Dias Rocha. Depois de muito muito conversarem se retiraram para dormir.

O Pastor Junílio sai a procura de trabalho

No dia seguinte, Edesio foi para o seu trabalho e o Pastor Junílio, deixando a esposa e os filhos saiu para procurar emprego nos arredores da Praça Saens Peña. O Pastor era alfaiate de paletó. Após quase um dia inteiro procurando emprego, sem nada conseguir, já fim da tarde, cansado e faminto, avistou numa rua transversal à Rua Conde de Bonfim, uma placa de alfaiataria.

Ali trabalhava o proprietário, o senhor Ezequiel Oliveira, com sua esposa Juraci Oliveira. O pastor Junílio da Silveira contou sua história e pediu emprego. O senhor Ezequiel disse: está empregado; venha amanhã cedo. A alfaiataria ficava na Rua Tenente Vilas Boas, e o numero 14.

A preocupação da família com a demora.

O Pastor Junílio retornou ao quarto já tarde da noite. Todos estavam preocupados, pois, já se pensava que o irmão Junílio havia se perdido na grande então Capital Federal. Todos se alegraram com as boas noticias dadas pelo pastor.

Durante a semana, o trabalho feito pelo pastor Junílio com alfaiate agradou ao senhor Ezequiel. Nos momentos de folga, não perdia uma oportunidade de falar do evangelho ao Ezequiel que por sua vez se mostrava receptivo aos convites. Ezequiel recebia bem a mensagem do evangelho, mas sua esposa Juraci ainda não participava com eles dos encontros.

Algum tempo depois ela foi se interessando em conhecer o trabalho mais a fundo e a participar das reuniões. Até que se juntou ao grupo.

O Movimento começa a tomar forma

A primeira Escola Bíblica aconteceu no dia 12 de outubro de 1946. Era um sábado. Edesio participou como superintendente, a esposa do pastor Junílio como secretária e o pastor Junílio ministrou o ensino e conduziu o culto. Neste primeiro culto estavam presentes, o pastor Junílio, com sua esposa Silvia Dias Pena da Silveira, e seus dois filhos, com o irmão Edesio apenas.

A esposa do Pastor Junílio, a irmã Silvia, tinha conhecimentos musicais e trouxe para o Rio seu órgão portátil. Nos sábados, à tarde se dirigiam à praça onde realizavam um culto ao ar livre. O Edésio, carregava o órgão nas costas da Rua Alzira Brandão até a Praça Saens Peña. Lá, junto com a irmã Juracir Oliveira, distribuíam folhetos.

O pastor Junílio e a esposa cantavam hinos, faziam duetos e corinhos a pedido dos irmãos. O pastor pregava o evangelho no culto da praça. Desta forma começou o trabalho da nossa Igreja no Rio de Janeiro. Nos anos de 1940.

Agostinho Trindade e família
Agostinho Trindade e família. Primeira família convertida no Rio de Janeiro em 1954

A chegada do irmão Luís Severino de Barros

Por volta do ano de 1954, chegou do Recife o irmão Luís Severino de Barros, a irmã Josefa de Lima com uma numerosa filharada, (comenta o Pastor Cassiano Domingos) entre os quais estava à irmã Dulce de Lima, que, quando ainda criança, ajudou na construção de nossa primeira Igreja em Recife e agora ajuda na primeira Igreja do Rio de Janeiro.

O grupo foi crescendo e foi preciso alugar o primeiro salão para as reuniões, e que também acomodou a família do pastor; ficava ali mesmo, na Rua Alzira Brandão. O trabalho continuou a crescer e o pastor precisou deixar de “fazer tendas”, ou seja, deixar trabalhar no ofício de alfaiate.

Da Tijuca para o subúrbio do Rio de Janeiro

Congregação em Madureira na Av Ministro Edgard Romero
Congregação em Madureira na Av Ministro Edgard Romero

Após alguns anos a igreja mudou-se para Bento Ribeiro, perto da estação ferroviária de Oswaldo Cruz. Essa mudança foi provisória, para uma casa emprestada. Em pouco tempo, foi alugado um grande espaço na Av Ministro Edgard Romero, no bairro de Madureira, onde permaneceu por muitos anos.

A Igreja Adventista da Promessa chega ao bairro de Piedade

Ao pastor Vicente Muniz Falcão ficou com a honrosa incumbência de adquirir o terreno situado na Rua João Hercílio Gross, 34 em Piedade. Este, tornou-se o endereço oficial da Igreja Adventista da Promessa no Rio de Janeiro, no ano de 1959, após sair do bairro de Madureira.

Terreno na Rua João Hercílio Gross, 34 Piedade
Terreno na Rua João Hercílio Gross, 34 Piedade

O pastor Vicente Muniz Falcão deu inicio a construção, contribuindo pessoalmente na construção de parte do nosso atual templo. Ajudou com todo o alicerce onde estamos atualmente e os dois salões dos fundos, o de baixo e o de cima, onde a igreja funcionou por muitos anos. Banheiros, o apartamento da residência pastoral, caixa d’água para cinco mil litros e deixou o terreno aplainado para o pastor Junílio da Silveira continuar a construção do templo.

O primeiro culto oficial

No dia 23 de abril de 1963 aconteceu o primeiro culto oficial da Igreja Adventista da Promessa no bairro de Piedade. O culto foi realizado no antigo salão dos fundos da igreja enquanto as obras da nave do templo estavam em fase de acabamento.

Primeiro culto oficial em Piedade
Primeiro culto oficial em Piedade

O primeiro pastor de Piedade foi o saudoso pastor Vicente Muniz Falcão; esta honra o povo de Piedade lhe deve e lhe é eternamente grato.

Depois de peregrinar por vários bairros da cidade o povo Promessista veio se fixar em sua primeira propriedade no lugar onde estamos hoje, graças à coragem e visão do pioneiro pastor Vicente Muniz Falcão e Junílio da Silveira.

Templo em Piedade em fase de acabamento
Templo em Piedade em fase de acabamento

Coube ao pastor Cassiano Domingos de Souza terminar o templo de Piedade, (o pastor Cassiano Domingos de Souza foi o que mais tempo permaneceu em Piedade, foram quinze anos.) Ele concluiu a cobertura de telhas sobre a laje, reboco, pintura, piso, bancada, instalações elétricas, etc.

Palco de muitos acontecimentos

A Igreja de Piedade foi palco de muitos acontecimentos que marcaram época com fatos que perduram em toda a Igreja Adventista da Promessa.

Igreja anos 1960
Igreja anos 1960

Por exemplo: foi em Piedade que nasceu a JUBPIAP em reunião do Presbitério Geral reunido aqui no dia 22 de julho de 1964

Em Piedade também nasceu o Dia do Pastor Adventista da Promessa, em 22 de julho de 1964, dia da criação da JUBPIAP, também por proposta do Pastor Cassiano Domingos de Souza.

Foi em Piedade que nasceram os nomes de RESOFAP e RUMAP. O primeiro proposto pelo Pastor Antônio Amâncio Trindade e o segundo sugerido pelo Pastor Cassiano Domingos de Souza. Nasceram em Piedade – Rio de Janeiro, na década de setenta.

A FESOFAP tinha organizações em todas as Regiões; assim como a FUMAP, mas não existiam as denominações regionais que temos hoje.

Culto no templo anos 60
Culto no templo anos 1965

 

O Ministerio Pastoral na IAP Piedade de 1963 até aos dias de hoje:

  • Vicente Muniz Falcão. Pastoreou a IAP Piedade em 1963
  • Junilio da Silveira. Pastoreou a IAP Piedade em 1963 e 1964
  • Cassiano Domingos de Souza. Pastoreou a IAP Piedade em 1964 e 1979
  • Manoel Santana Lopes. Pastoreou a IAP Piedade em 1980 e 1983
  • Antonio Amâncio Trindade. Pastoreou a IAP Piedade em 1983 e 1985
  • Salvador Sebastião Barbosa. Pastoreou a IAP Piedade em 1986 e 1990
  • Pedro Fidelis de Oliveira. Pastoreou a IAP Piedade em 1991
  • Walmir Machado de Almeida. Pastoreou a IAP Piedade em 1992 e 1995
  • Marcos Sobral. Pastoreou a IAP Piedade em 1996 e 1999
  • Daniel de Oliveira Ferrari. Pastoreou a IAP Piedade em 2000 e 2007
  • Levi dos Santos. Pastoreou a IAP Piedade em 2008
  • Francisco Soares Lima. Pastoreou a IAP Piedade em 2009 – 2014
  • Luiz Carlos Trindade – 2014 – Atual pastor na IAP em Piedade

Fonte:
Relatos do Pastor Abimael Correa.
Texto do Pastor Cassiano Domingos de Souza para a comemoração dos 50 anos do Templo da Igreja Adventista da Promessa em Piedade.
O texto, resumido, descreve a trajetória da Igreja Adventista da Promessa no Rio de Janeiro até chegar a se estabelecer definitivamente em Piedade.

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